Acelerador de partículas LHC já faz prótons circularem em sentido oposto

O experimento, no entanto, ainda é feito em baixa velocidade, LHC recriará instantes prévios ao ‘Big Bang’.

O Centro Europeu de Física Nuclear (Cern) avaliou nesta segunda-feira (23) como “um grande êxito” que feixes de prótons já estejam circulando em direções opostas no maior acelerador de partículas do mundo, embora ainda se trate de testes em baixa velocidade.

“Podemos anunciar com grande entusiasmo que tudo está funcionando como previsto, em excelentes condições”, afirmou em entrevista coletiva Steve Myers, um dos diretores responsáveis pelo acelerador, denominado Grande Colisor de Hádrons (LHC, em inglês).

“Fizemos medições que normalmente são feitas em aceleradores várias vezes testados”, acrescentou.

O LHC voltou a funcionar na última sexta-feira (20), com o lançamento de feixes em uma só direção, depois de 14 meses paralisado.

Na foto, seção do túnel circular em que será promovida a colisão de partículas para simular os instantes imediatamente posteriores ao Big Bang (Foto: Cern/Maximilien Brice)

Durante esse tempo, foram reparados dois erros técnicos ocorridos em setembro de 2008, apenas nove dias depois da máquina entrar em operação em meio a uma grande expectativa da comunidade científica internacional.

O enorme acelerador, de 27 quilômetros de comprimento, está situado a 100 metros de profundidade no Cantão de Genebra (Suíça), na fronteira com a França.

“É o fim de 20 anos de esforços, e o princípio de outra nova e fascinante fase”, afirmou Fabiola Gianotti, porta-voz do Atlas, um dos quatro detectores de partículas do acelerador.

“Demos um grande passo, e foi um grande êxito. Agora começa a segunda parte da viagem”, disse, por sua vez, Tejinder Virdee, porta-voz do CMS.

“Primeiro precisamos observar como eles circulam, e devemos identificá-los com absoluta certeza para podermos manipulá-los. Queremos proteger o acelerador e nos certificarmos de que o processo é seguro”, explicou Myers.

‘Big Bang’

“Vamos seguir passo a passo, faremos testes para comprovar que o LHC funciona perfeitamente. Faremos também as mudanças necessárias e, quando tivermos confiança total no acelerador, então faremos as colisões a alta velocidade”, disse o diretor-geral do CERN, Rolf Heuer.

Quando o LHC funcionar em plena capacidade, será possível recriar os instantes prévios ao “Big Bang”, o que dará informações chaves sobre a formação do universo e confirmará ou não a teoria da física, baseada no Bóson de Higgs

A existência dessa partícula, que deve seu nome ao cientista que há 30 anos previu sua existência, é considerada indispensável para explicar por que as partículas elementares têm massa e por que as massas são tão diferentes entre elas.

Myers especificou que a ideia é fazê-las alcançar uma velocidade de 1.2 TeV (teraelétron-Volts) nas próximas semanas. Apenas em meados do ano que vem ela chegaria a 3.5 TeV.

“Esperamos que a 3.5 TeV já possamos observar algo novo, mas ainda não temos certeza disso”, afirmou Gianotti.

“Pode ser que a essa velocidade já possam ser abertas novas janelas para a ciência. É o que todos esperamos, mas não podemos garantir”, acrescentou Heuer.

O passo seguinte seria fazer testes a 7 TeV por feixe.

“A natureza é mais elegante que as suposições dos humanos, vamos deixar que ela nos surpreenda”, disse Gianotti.

Para a construção do LHC foram investidos 12 anos de trabalho, cerca de 4 bilhões de euros, e o esforço combinado de 7 mil cientistas.

Fonte:G1

Jaguar é o computador mais veloz do mundo

SÃO PAULO – A lista Top500, conhecida por ranquear supercomputadores, escolheu o XT5, também conhecido como Jaguar, da Cray, como o mais rápido do planeta.

De acordo com o site, o sistema conseguiu ultrapassar o Roadrunner, fabricado pela IBM, que ocupava a primeira posição.

A máquina é capaz de realizar 1,75 operações de ponto flutuante por segundo, ou petaflop/s. O segundo lugar roda a 1,04 petaflop/s, enquanto que o Kraken XT5, também da Cray, chega “apenas” a 832 teraflop/s.

Na última versão da lista semestral, o Kraken ocupava a quinta posição após receber um upgrade. Ele deixou para trás as máquinas BlueGene/P, da Alemanha, e a Tianhe-1, da China.

O brasileiro Galileu, sob controle da UFRJ aparece na 76ª colocação com velocidade de 64 teraflop/s.

Confira os 10 computadores mais potentes do planeta:

1- Jaguar, da Cray (1,75 petaflop/s)

2- Roadrunner, da IBM (1,04 petaflop/s)

3- Kraken XT5, da Cray (832 teraflop/s)

4- JUGENE, da IBM (825.5 teraflop/s)

5- Tianhe-1, da NUDT (563.1 teraflop/s)

6- Pleiades, da SGI (544.3 teraflop/s)

7- BlueGeneL, da IBM (478.2 teraflop/s)

8- BlueGene/P, da IBM (458.61 teraflop/s)

9- Ranger, da Sun (433.20 teraflop/s)

10- Red Sky, da Sun (423.9 teraflop/s)

(Fonte: Info)

Múmias egípcias revelam que os problemas cardíacos já existiam há 3500 anos

Génese das doenças do coração não está nos factores de risco contemporâneos.

Especialistas analisaram 22 múmias

Um grupo de cientistas da Universidade de San Diego descobriu que os problemas cardiovasculares têm mais de 3500 anos e já eram conhecidos dos antigos egípcios, pelo que é necessário olhar além dos factores de risco contemporâneos para compreender adequadamente as doenças do coração, que se prova agora não serem exclusivas da modernidade.

Os investigadores realizaram tomografias computadorizadas para examinar 22 múmias do Museu de Antiguidades Egípcias, no Cairo, que datam de1981 a.C. a 364 d.C.

Os cientistas encontraram evidências de vasos sanguíneos e de tecido do coração em 13 múmias, sendo que em quatro delas, o coração estava intacto. Contudo, foram confirmados em três delas sinais inequívocos de arteriosclerose, com outras três consideradas como prováveis portadoras de endurecimento arterial. Este último indício é causado pelo depósito de gordura, cálcio ou outras substâncias na parede das artérias e pode provocar enfartes ou derrames, pelo que é possível que essas três múmias também tenham tido problemas cardíacos.

Segundo o estudo, a calcificação mostrou-se significativamente mais comum em múmias de indivíduos que morreram com 45 anos ou mais, não tendo sido verificadas diferenças no endurecimento nas artérias entre homens e mulheres. Das múmias analisadas, a mais antiga com arteriosclerose morreu entre 1570 a.C. e 1530 a.C.

O estudo que originou estas conclusões foi apresentado por Randall Thompson, professor de medicina do Mid America Heart Institute, durante uma reunião da American Heart Association que decorreu na passada terça-feira, e publicado na última edição do Journal of the American Medical Association (JAMA).

Fonte

Ciência da Computação – Matriz Curricular

Conheça os componentes curriculares do Curso de Ciência da Computação

 

•    Administração
•    Álgebra Linear
•    Análise Matemática
•    Aplicação de Linguagem de Programação Orientada a Objetos
•    Arquitetura de Computadores
•    Aspectos Teóricos da Computação
•    Atividades Complementares
•    Banco de Dados
•    Cálculo Numérico
•    Ciências Sociais
•    Circuitos Digitais
•    Compiladores e Computabilidade
•    Computação Gráfica
•    Comunicação e Expressão
•    Desenvolvimento em Sistemas Distribuídos
•    Desenvolvimento em Ambiente Web
•    Eletricidade e Óptica
•    Engenharia de Software
•    Estágio
•    Estatística e Probabilidade
•    Estrutura de Dados
•    Ética e Legislação Profissional
•    Geometria Analítica
•    Gestão e Empreendedorismo
•    Homem e Sociedade
•    Inteligência Artificial
•    Interpretação e Produção de Textos
•    Libras (Optativa)
•    Linguagem de Programação Estruturada
•    Linguagens Formais e Autômatos
•    Linguagem de Programação de Banco de Dados
•    Linguagem de Programação Orientada a Objetos
•    Lógica de Programação e Algoritmos
•    Lógica Matemática
•    Marketing Pessoal (optativa)
•    Matemática Discreta
•    Metodologia do Trabalho Acadêmico
•    Métodos de Pesquisa
•    Orientação – Estágio I
•    Orientação – Estágio II
•    Paradigmas de Linguagens
•    Práticas de Gestão e Resultados
•    Processamento de Imagem
•    Projeto Lógico de Computadores
•    Qualidade de Software
•    Redes de Computadores
•    Sistemas de Informação Inteligentes
•    Sistemas Distribuídos
•    Sistemas Operacionais
•    Sistemas Operacionais Abertos
•    Telecomunicações
•    Teoria dos Grafos
•    Tópicos de Ambiente Web
•    Tópicos de Matemática Aplicada
•    Trabalho de Curso – I
•    Trabalho de Curso – II

Carga Horária: 3.000 Horas


Ilusão de Ótica – Parece estar Girando

Olhe durante algum tempo para a imagem e perceba que parece que ela estar girando

Estudo revela que o degelo começa a atingir Antártida Oriental

Camada de gelo começou a perder expessura em 2006, Perda de massa de gelo foi de 132 quilômetros cúbicos ao ano.

O aquecimento global começou a atingir a Antártida Oriental, uma vasta região do Continente Branco que conservava até agora um particular “status quo” que a mantinha resguardada do degelo polar.

A poucos dias da conferência em Copenhague sobre mudança climática, esta descoberta publicada neste domingo pela revista “Nature” aumenta a pressão sobre os líderes de todo o mundo para que ponham um freio ao aquecimento global, que parece avançar mais rápido do que se pensava.

Um grupo de trabalho da Universidade do Texas (EUA) dirigido pelo professor Jianli Chen observou que a camada de gelo da plataforma antártica oriental, na qual se encontra a maioria das geleiras do planeta, começou a perder espessura em 2006, seguindo a esteira da zona ocidental do continente.

Resultado do degelo, um iceberg de 500 metros de comprimento se aproximou no início de novembro da ilha de Macquarie, situada entre a Austrália e a Antártida. (Foto: AFP PHOTO / AUSTRALIAN ANTARCTIC DIVISION / Murray POTTER / HO )

Com a colaboração da tecnologia do satélite “Grace”, os pesquisadores conseguiram estimar a densidade do manto de gelo das duas áreas entre abril de 2002 e janeiro de 2009.

O “Grace” permite medir direta e exaustivamente as alterações na massa da placa de gelo e determinar, desse modo, qualquer modificação na distribuição da massa terrestre com o passar do tempo, por menor que seja.

A equipe de pesquisa constatou que o ritmo de perda de massa de gelo na zona ocidental foi de 132 quilômetros cúbicos ao ano durante esse período, número semelhante ao indicado por estudos anteriores.

A surpresa foi quando observaram que, há três anos, também o manto de gelo das zonas litorâneas da Antártida Oriental perdia 57 quilômetros cúbicos ao ano, frente à estabilidade aparente registrada até esse momento.

No entanto, apesar de os dados indicarem que a mudança climática já espreita todo esse continente, os cientistas advertem que este recente número sobre a zona oriental conta com uma margem de erro de 52 quilômetros cúbicos.

Por isso, futuras pesquisas deverão precisar o alcance do degelo na plataforma antártica oriental, que representa 70% da superfície do continente e que abriga um manto de gelo, a princípio, mais resistente que o da região ocidental.

(Fonte:G1)